domingo, 2 de julho de 2017

"Um desfalque na amizade e na cultura"

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Hugo Taveres e Naldinho
 Por Naldinho:

Já estamos há dois anos sem Hugo Tavares Dutra (Hugo Dital) entre a gente. E já percebemos, claramente, a sua falta por aqui.

Hugo passou por muitos lugares, caminhou por muitas veredas, e deixou resquícios de amizades sinceras e de feitos defensivos e estimulantes na cultura popular. Também é verdade que ele deixou ransos pelo combate à hipocrisia de parte de uma sociedade omissa e medíocre, quando ele travou lutas por justiça social. Isso era uma qualidade típica do velho poeta Cidadão.

Hugo construiu um grande legado que foi experimentado por muita gente na busca da dignidade, cidadania e soberania, principalmente. Sempre dentro de uma linha de pensamento em que a cultura era a estrada, às vezes esburacada, às vezes asfaltada, mas que, se fazia chegar a esse fim libertário do povo oprimido ou sem saber por onde ir.

Assim era Hugo. Um cidadão que não abria "nem pra um trem", como ele dizia, se estivesse com a razão e a bandeira empunhada dos seus objetivos em prol da coletividade.

Hugo constituiu família, construiu amizades verdadeiras, proporcionou avanços significativos na cultura popular, lutou, acompanhou e narrou, através dos seus cordéis, o nascimento e a execução do Projeto das adutoras, que Monsenhor Expedido Sobral de Medeiros defendeu e fez virar realidade, e que hoje serve a mais de um milhão de pessoas em todo o RN.

Dois anos já se passaram. Dentre todos os que conviveram com Hugo, resta uma grande saudade. Santa Cruz experimenta essa falta de Hugo. Até porque ele travou enormes batalhas por lá, e fez se disseminar dali pra além fronteiras.

Hugo escolheu a terra de Santa Rita e ali se acampou, montando o seu Quartel General pra, estrategicamente, eclodir com as suas lutas progressistas e encorajadoras em favor dos que, com os seus grandes valores, porém tímidos, adormecidos, indefesos ou perdidos não eram vistos. Foi para esses invisíveis que o POETA DAS ÁGUAS emprestou e doou a sua coragem e a sua voz, enquanto esteve entre nós.

E agora? Agora nos resta uma enorme saudade entre familiares, entre os amigos dele, e entre os amigos da cultura popular. Mas, a vida é assim!...

José Leonardo Cassimiro de Araújo, Naldinho.

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