terça-feira, 25 de junho de 2019

Greenwald diz que se fosse nos EUA Moro teria sido afastado da magistratura e ficaria proibido de advogar

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O jornalista Glenn Greenwald classificou de chocante o suposto conluio entre o ex-juiz Sergio Moro , hoje ministro da Justiça, e o procurador Deltan Dallagnol em processos da Operação Lava-Jato, especialmente no caso que levou à condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, se fosse nos Estados Unidos, Moro teria sido afastado da magistratura e, depois, não poderia nem mesmo advogar.

Nos Estados Unidos (a colaboração secreta entre juiz e procurador) é impensável. Se um juiz fizesse uma única vez lá o que Sergio Moro fez aqui durante cinco anos ele perderia o cargo e seria proibido de advogar - disse Greenwald.

O jornalista fez a declaração na abertura da sessão da Comissão de Direitos Humanos da Câmara no início da tarde desta terça-feira. Greenwald também reclamou das críticas que vêm recebendo de políticos ligados ao governo Jair Bolsonaro. Ele se queixou, sobretudo, da tentativa dos adversários de desqualificar o trabalho dele chamando-o, de forma pejorativa, de estrangeiro.

O jornalista disse que mora no Rio de Janeiro desde 2005, é casado com um brasileiro e tem dois filhos adotados no Brasil.

- O Brasil é meu lar, meu único lar. O Brasil é o país do meu marido, dos meus filhos - afirmou.

Greenwald é um dos autores da série de reportagens que vem sendo publicada pela revista eletrônica The Intercept Brasil sobre mensagens entre Moro, Dallagnol e outros procuradores da Operação Lava-Jato que indicam que eles direcionaram o processo do "tríplex" contra o ex-presidente Lula. Trechos de conversas divulgadas pelo site mostram que Moro tentou incluir no processo uma testemunha contra Lula.

O GLOBO

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