sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Navio grego suspeito de lançar óleo no mar ficou preso nos EUA em abril

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Antes de chegar à Venezuela – onde adquiriu a carga de petróleo cru que teria sido lançada ao mar e que depois viria a atingir a costa nordestina –, o navio grego Bouboulina teria ficado detido nos Estados Unidos por quatro dias e só saído de lá após pagar uma multa.

Segundo as investigações da Polícia Federal, a embarcação ficou presa por causa de “incorreções de procedimentos operacionais no sistema de separação de água e óleo”. A liberação teria sido condicionada à resolução do defeito mais pagamento de multa. O problema teria acontecido em abril, segundo a procuradora da República Cibele Benevides, chefe do Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte.

Nesta sexta-feira, 1º, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal desencadearam a Operação Mácula. Com autorização do juiz Francisco Eduardo Guimarães Faria, da 14ª Vara Federal do Rio Grande do Norte, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede de duas empresas no Rio de Janeiro, incluindo uma agência marítima, que representam a empresa grega Delta Tankers no Brasil. A empresa é a dona do navio suspeito de ser a origem do derramamento de óleo no litoral nordestino.

O Bouboulina foi construído em 2006. Segundo a Marinha, o navio partiu do Porto de José, na Venezuela, no dia 18 de julho, carregado de 1 milhão de barris de petróleo do tipo Merey 16 cru. O destino final seria a Singapura. No caminho, teria ocorrido o derramamento de óleo que atinge o litoral nordestino. A Polícia Federal apura se foi intencional ou se foi um acidente.

As investigações apontam que o descarte de óleo provavelmente aconteceu a partir das 11h55 do dia 29 de julho, a 733 Km da costa da Paraíba. Após se afastar do Brasil, segundo as informações da Polícia Federal, o navio atracou na Cidade do Cabo, na África do Sul, em 9 de agosto. No dia seguinte, zarpou rumo a Singapura, mas o destino foi modificado em 13 setembro. O navio retornou ao litoral africano, aproximando-se da Nigéria, até iniciar nova rota no último dia 22 de outubro. O destino final ainda não está identificado.

Atualmente, segundo informações do site Marine Traffic, o navio grego está a 10 milhas náuticas da Cidade do Cabo, capital da África do Sul, no continente africano. O petroleiro segue rumo ao continente asiático – o status é de aguardando ordens para atracar. Nos últimos 10 dias, o navio – capaz de transportar mais de 180 mil toneladas – navegou entre o litoral da Nigéria, no oeste da África, até se aproximar da África do Sul.

Agora RN.

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